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Na Região Serrana

Vídeos: chuva de granizo atinge municípios do Espírito Santo

Moradores registraram imagens da chuva de granizo em Santa Maria de Jetibá, Itarana, Domingos Martins e Santa Teresa; Incaper checou imagens em satélite e confirmou fenômeno

Publicado em 30 de Setembro de 2021 às 17:26

Lais Magesky

Publicado em 

30 set 2021 às 17:26
Moradores registram chuva de granizo em Domingos Martins
Moradores registram chuva na região de Várzea Alegre, no interior de Santa Teresa  Crédito: Fabrício 
Moradores dos municípios da Região Serrana do Espírito Santo flagraram chuva de granizo na tarde desta quinta-feira (30). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta para tempestade de granizo mas, apesar de ser válido só a partir desta sexta-feira (1), o fenômeno já foi registrado hoje pelos moradores por volta das 14h.
À reportagem de A Gazeta, leitores enviaram vídeos do momento da queda de gelo. As imagens foram registradas, por volta do mesmo horário no início da tarde, nos municípios de Santa Teresa, Domingos Martins, Itarana e Santa Maria de Jetibá. Veja abaixo:

Santa Maria de Jetibá

Santa Teresa

Acionada pela reportagem, a Prefeitura de Santa Teresa informou que a Defesa Civil recebeu vídeos da chuva em parte de Várzea Alegre e em Alto Caldeirão, mas ainda não há informações se houve prejuízos e em relação à proporção da chuva.
Já a Defesa Civil de Itarana disse que vai fazer um levantamento na manhã desta sexta-feira (1º) para checar os possíveis estragos. À reportagem da TV Gazeta, o órgão afirmou que já foram identificados estragos em lavouras de café e em hortas. 
A Defesa Civil de Domingos Martins não foi acionada. A reportagem de A Gazeta não conseguiu contato com Santa Maria de Jetibá.

O QUE DIZ O INCAPER

Acionado pela reportagem de A Gazeta, o meteorologista Hugo Ramos, do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural, informou que o instituto recebeu informações sobre a queda de granizo nos municípios citados, e disse que o Incaper analisa a situação. "De acordo com imagens de satélite, houve um desenvolvimento de uma nuvem de tempestade bem localizada. Uma nuvem isolada apresentou condições favoráveis para esse evento", detalhou.
O meteorologista ainda afirmou que as imagens mostram que a chuva começou por volta das 13h50 e durou cerca de 40 minutos, quando a nuvem começou a se dissipar. "É um evento de manifestação local. Foi adicionado a um sistema frontal a medida que a frente fria se movimenta em direção ao Espírito Santo", afirmou o meteorologista.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de tempestade com chuva de granizo para 25 cidades do Espírito Santo, válido a partir desta sexta-feira. À reportagem, Hugo Ramos afirmou que é esperado um tempo mais fechado para esta sexta, mas com ocorrência de chuva apenas ao Norte do Estado.
"Já a partir de sábado (2), o tempo volta a ficar aberto com tendência de poucas nuvens e calor. Ventos devem permanecer aclarados", concluiu.
Em abril deste ano, o meteorologista explicou o motivo de ter sido recorrente este tipo de chuva no Estado capixaba. Segundo ele, o granizo se desenvolve a partir de nuvens de tempestade — e episódios, se recorrentes, podem resultar em grandes volumes de chuva em curto período de tempo.

COMO ACONTECE A FORMAÇÃO DO GRANIZO?

Segundo o Instituto Climatempo, as pedras de gelo que formam o granizo, geralmente se formam em nuvens de grande extensão vertical chamadas de cumulonimbus. Estas nuvens são chamadas na meteorologia de "nuvens frias", pois uma porção delas tem temperatura abaixo de zero e é aí que o granizo se desenvolve dentro da nuvem.
As chamadas "nuvens quentes" têm temperatura acima de zero grau em toda a sua extensão, da base ao topo. Estas nuvens podem até provocar chuva forte, mas não geram raios e nem granizo. São muito comuns no litoral do Nordeste. É dentro das enormes nuvens cumulonimbus, na parte com temperatura muitos graus abaixo de zero, que as pedras de gelo se formam.
Elas caem das nuvens quando ficam pesadas e as fortes correntes ascendentes que existem nas nuvens cumulonimbus não conseguem mais sustentá-las no ar. "Granizos podem ter vários tamanhos ao cair no chão, mas dentro das nuvens são enormes pedras de gelo. No caminho entre a base da nuvem e o chão vão derretendo, perdendo massa, e ainda assim podem chegar à superfície com um tamanho de bolas de tênis, ou com o tamanho de um ovo", explica o instituto.

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