Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Ministros do STF apresentam voto conjunto que reduz restrições a penduricalhos
Dinheiro extra nos salários

Ministros do STF apresentam voto conjunto que reduz restrições a penduricalhos

Relatores de ações que impuseram limites ao pagamento de verbas indenizatórias propuseram a flexibilização de algumas dessas regras

Publicado em 26 de Junho de 2026 às 14:16

Estadão Conteúdo

Publicado em 

26 jun 2026 às 14:16

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes apresentaram nesta sexta-feira (26), um voto conjunto no julgamento virtual das várias ações que vão chancelar ou modificar os limites impostos pela Corte, em março deste ano, ao pagamento de penduricalhos. O voto dos magistrados abranda restrições previstas anteriormente.


Um dos principais recuos dos ministros foi a autorização para que os tribunais e unidades do MP convertam em dinheiro as horas extras do plantão presencial, desde que cumpra o limite de 35% do teto do funcionalismo público. No caso de plantão virtual, os magistrados e promotores só poderão receber pelas horas em que foram efetivamente acionados.

Sessão plenária do Supremo Tribunal Federal
Sessão plenária do Supremo Tribunal Federal Rosinei Coutinho/STF

Os ministros também reiteraram a permissão para que tribunais e unidades do Ministério Público paguem por períodos de férias, licenças-prêmio e plantões judiciais adquiridos antes da data da decisão do STF que impôs limites a esses pagamentos.


O voto conjunto reconheceu ainda um penduricalho requerido pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que havia sido autorizado na decisão anterior da Corte: a valorização por tempo de antiguidade na carreira (PVTAC). O benefício segue os mesmo moldes do Adicional por Tempo de Serviço (ATS), também conhecido como quinquênio, que confere um adicional de 5% nos salários a cada cinco anos trabalhados, até o máximo de 35 anos.


Pela regra proposta pelos ministros, os magistrados e procuradores que fazem jus a esse benefício não precisarão requerer o pagamento, pois serão contemplados automaticamente. O penduricalho deve valer nesses moldes até que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Pública (CNMP) editem normas para disciplinar o seu pagamento. O benefício também será conferido a aposentados.


Outro afrouxamento proposto pelos ministros é a possibilidade de o PVTAC ser pago simultaneamente ao ATS, penduricalho que utiliza os mesmo critérios de pagamento. A única vedação imposta pelos magistrado é a utilização do mesmo tempo de atividade jurídica para os cálculos de pagamento. Eles justificaram que o ATS tem caráter remuneratório, portanto não poderia ser confundido com o outro benefício, apesar dos critérios semelhantes para o pagamento.

Veja Também 

Desembargadora do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), Eva do Amaral Coelho

Desembargadora critica corte de penduricalhos e diz que 'daqui a pouco é regime de escravidão'

Imagem BBC Brasil

STF limita 'penduricalhos': como ficam os salários de juízes e do MP após decisão da Corte

Imagem de destaque

Os benefícios pagos a juízes do ES que serão afetados por decisão sobre penduricalhos

O voto de Dino, Zanin, Moraes e Gilmar também autoriza os órgãos do Judiciário e do MP a pagarem gratificações aos magistrados, promotores e procuradores que atuam em comarcas de difícil provimento. Todos os benefícios reconhecidos antes da conclusão deste julgamento serão validas, diferentemente das que vierem a ser editadas posteriormente.


Em maio, os quatro ministros expediram um voto conjunto que proibia as instituições de revisar, reclassificar ou reestruturar comarcas, cargos e funções. Eles identificaram à época que os órgãos estavam promovendo mudanças para considerar mais postos de trabalho como locais de difícil provimento e, assim, garantir o pagamento do penduricalho, driblando a decisão do STF. O tema não foi revisitado neste julgamento.


Os ministros exigem como contrapartida que seja respeitado o limite de 35% do valor fixado para o pagamento de todas os penduricalhos — ou seja, a conversão desses benefícios em dinheiro deve respeitar o novo teto fixado pelo STF. Por outro lado, os ministros vetaram o pagamento de auxílio-alimentação, assistência pré-escolar e auxílio creche, ou benefícios similares, requeridos pelas associações.


Por fim, eles também autorizaram a acumulação de penduricalhos como as gratificações por exercício cumulativo de jurisdição e por exercício de jurisdição de natureza indenizatória, assim como o recebimento de auxílio-saúde por meio de reembolso. Todos esses benefícios devem seguir o limite de 35% fixado anteriormente pelo STF.


O voto ainda propõe que o corregedor nacional de Justiça encaminhe ao STF a relação dos penduricalhos criados antes da decisão da Corte e cuja legalidade e regularidade foram verificadas. Restam as manifestações de outros seis ministros da Corte: Edson Fachin, Dias Toffoli, André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Veja Também 

Polícia Federal, agente do GSI, ficou ferido após ser agredido com uma casaca na cabeça em visita do Lula a Aracruz

PF deflagra operação contra suspeitos de agredir seguranças de Lula no ES

Vinicius Júnior em campo pelo Brasil na Copa do Mundo 2026

Prefeituras no ES vão liberar servidores mais cedo na segunda (29) para jogo do Brasil

Sede da OAB-ES

Juiz do ES punido com aposentadoria pode ser impedido de advogar

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Avaliação dermatológica: veja por que ela é importante antes de um tratamento estético
Torcida capixaba na Ilha do Príncipe, no segundo jogo do Brasil
Dia de jogo do Brasil é feriado? Trabalhador tem direito a folga? Entenda
O pastor batista e teólogo Kenner Terr explica a relação homem-animal na Bíblia
Pastor renuncia ao comando de igreja em SP e volta para o ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados