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Crime

Marido mata mulher a facadas e fere filho adolescente em SP, diz polícia

A mãe do suspeito também ficou ferida na confusão; Elane Amorim Pacheco Santana, 39, morreu após ser atacada a facadas diversas vezes pelo marido no domingo (12)

Publicado em 14 de Abril de 2026 às 13:48

Agência FolhaPress

Publicado em 

14 abr 2026 às 13:48
Um homem matou a mulher a facadas em São Bernardo do Campo, no ABC, e feriu o filho, um adolescente de 13 anos, que tentou interromper as agressões, segundo informações fornecidas pela polícia. A mãe do suspeito também ficou ferida na confusão. Ele se suicidou. Elane Amorim Pacheco Santana, 39, morreu após ser atacada a facadas diversas vezes pelo marido, Florisvaldo Francisco de Santana, 38, dentro da casa onde viviam, na rua Ave do Paraíso, no Jardim Laura, na noite de domingo (12), conforme a SSP (Secretaria da Segurança Pública). Um filho do casal ouviu a mãe gritando por socorro, tentou defendê-la, mas teve cortes na mão.
A mãe do agressor, que mora no andar de baixo da residência, ouviu os gritos de desespero e tentou conter o filho. Na confusão, Elane caiu sobre a sogra, que teve uma fratura no fêmur. O pai de Elane mora próximo dela e, ao perceber a movimentação estranha, foi até o imóvel, viu a filha ensanguentada e a socorreu. Ela foi levada ao Hospital de Urgência, mas não resistiu. A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, constatou que Florisvaldo tinha se matado com a mesma faca usada para atacar a mulher.
De acordo com relatos de familiares, Elane havia pedido o divórcio recentemente, após descobrir episódios de traição. O casal, porém, continuava vivendo na mesma casa. A SSP afirmou que a perícia foi acionada e o caso foi registrado como suicídio consumado, lesão corporal e feminicídio no 3º DP da cidade.

SP tem recorde de feminicídios para o 1° bimestre

O estado de São Paulo registrou 56 feminicídios nos meses de janeiro e fevereiro deste ano. Trata-se de um aumento de 33% em relação ao mesmo período do ano passado e um recorde para o primeiro bimestre desde 2018, quando teve início a série histórica para esse tipo de crime, apontam estatísticas divulgadas no final de março pela SSP (Secretaria de Segurança Pública). Na capital, foram registrados 11 feminicídios no bimestre, um a menos do que no ano passado — é o segundo pior resultado desde 2018.
O feminicídio, conforme estabelece a Lei 13.104, ocorre quando o assassinato é praticado por razões do sexo feminino, quando, por exemplo, envolver violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher.
Fevereiro foi marcado por crimes brutais contra mulheres. O caso de maior repercussão foi a morte da soldado Gisele Alves Santana, 32, em 18 de fevereiro. O marido dela, tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53, foi preso um mês depois por suspeita de ter atirado contra a cabeça dela e simulado um suicídio.
No início do mês, um homem foi preso em flagrante após invadir a casa da ex-namorada e matá-la a facadas em Santo André, na região metropolitana de São Paulo. Em 26 de fevereiro, uma jovem de 22 anos foi assassinada pelo ex-namorado, de 25 anos, dentro de uma loja em um shopping de São Bernardo do Campo (SP), também com uma facada.
Ainda no final de março, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou um pacote de medidas que visa a fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher. As ações incluem a entrega de 69 salas DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) em plantões policiais nos próximos meses e a criação de um plano de metas decenal contra a violência doméstica.

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