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Eleições de 2022

Filiação de Moro ao Podemos é marcada para 10 de novembro

Expectativa de líderes da legenda é que o ex-ministro da Justiça concorra à presidência em 2022, mas candidatura ainda não está definida

Publicado em 22 de Outubro de 2021 às 18:09

Agência FolhaPress

Publicado em 

22 out 2021 às 18:09
Ex-ministro da Justiça Sergio Moro
Ex-ministro da Justiça Sergio Moro Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O ex-ministro da Justiça e ex-juiz Sergio Moro deve se filiar ao Podemos em evento marcado para o próximo dia 10 de novembro, em um centro de convenções de Brasília. A informação foi antecipada pelo site O Antagonista e confirmada pela Folha de S.Paulo.
A princípio, a filiação ainda não deve confirmar a candidatura do ex-responsável pela Operação Lava Jato à Presidência no ano que vem, embora dirigentes do partido afirmem que referências nesse sentido serão inevitáveis.
No início do mês, Moro, que vive em Washington (EUA), esteve no Brasil para uma rodada de conversas políticas, quando deixou encaminhada sua filiação ao partido.
Ele tem contrato até o final do ano com a empresa de consultoria em compliance Alvarez & Marsal, e não deve renovar o vínculo, para se dedicar à política.
O partido ainda estuda fazer outros eventos de filiação para o ex-juiz. Seria uma espécie de reentrada de Moro na atividade política, que deixou de forma ruidosa ao romper com o governo de Jair Bolsonaro em abril do ano passado.
Ele deve ser contemplado com um cargo na direção do Podemos, embora provavelmente seja algo mais de caráter simbólico do que uma função executiva. A legenda é presidida pela deputada federal Renata Abreu (SP).
Caso confirme sua candidatura presidencial, Moro deve engrossar o campo da "terceira via", que se situa entre Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ele tem conversado com outros pré-candidatos, como o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (União Brasil).
Outra hipótese é Moro tentar o Senado pelo Paraná, como forma de defender o legado da Lava Jato na campanha. Nesse caso, no entanto, o senador Alvaro Dias, também do Podemos, teria de abrir mão de buscar a reeleição.

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