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Após atos antidemocráticos

Dirigentes de 12 partidos se reúnem para discutir impeachment de Bolsonaro

Reação dos partidos de centro e de esquerda foi motivada após os discursos do presidente Jair Bolsonaro e às manifestações antidemocráticas de 7 de Setembro

Publicado em 08 de Setembro de 2021 às 16:25

Agência Estado

Publicado em 

08 set 2021 às 16:25
Presidente Jair Bolsonaro discurso em trio elétrico na Avenida Paulista, no 7 de Setembro
Presidente Jair Bolsonaro discurso em trio elétrico na Avenida Paulista, no 7 de Setembro Crédito: Reprodução/Redes Sociais
Presidentes de 12 partidos de centro e de esquerda vão discutir na noite desta quarta-feira (08), uma reação aos discursos do presidente Jair Bolsonaro e às manifestações antidemocráticas de 7 de Setembro. Eles vão discutir o apoio ao impeachment de Bolsonaro e como mobilizar as bancadas na Câmara, que votam primeiro o impedimento presidencial.
Alguns dirigentes defendem o avanço de um processo de impeachment de Bolsonaro, como Carlos Lupi, do PDT, e Roberto Freire, Cidadania. Os presidentes do PSDB, Bruno Araújo, e do PSD, Gilberto Kassab, também estimulam discussões sobre o afastamento de Bolsonaro dentro de seus partidos.
Devem participar também Carlos Siqueira, do PSB, ACM Neto, do DEM, Baleia Rossi, do MDB, Gleisi Hoffmann, do PT, José Luiz Penna, do PV, Luciana Santos, do PCdoB, Paulinho da Força, do Solidariedade, e Juliano Medeiros, do PSOL.
Os caciques dos partidos repudiaram o tom dos discursos de Bolsonaro e prometeram dar uma resposta, após a reunião virtual, marcada para as 19h.
Os dirigentes partidários se reunirão horas depois de uma fala em que o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), ignorou a possibilidade de abertura de um processo de impeachment de Bolsonaro.
Ele apenas disse que a Câmara tem "prerrogativas que seguem vivas". Ele afirmou querer servir como ponte de pacificação entre o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal, elogiou os atos bolsonaristas e afirmou que é preciso dar um "basta" em "bravatas".
Lira disse que a Constituição "jamais será rasgada" e que o único compromisso inadiável são as eleições de 2022.

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