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No MP do Rio

CPI da Covid pede punição a Carlos Bolsonaro por fake news

O chefe do MP do Rio disse aos senadores que irá remeter as denúncias contidas no relatório da CPI para uma promotoria criminal, que dará sequência às investigações

Publicado em 11 de Novembro de 2021 às 15:44

Agência FolhaPress

Publicado em 

11 nov 2021 às 15:44
Carlos Bolsonaro toma posse como vereador do Rio, em janeiro de 2017
Carlos Bolsonaro toma posse como vereador do Rio, em janeiro de 2017 Crédito: Renan Olaz/CMRJ
Em visita ao MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), a cúpula da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado cobrou punição ao vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro. O relatório final das investigações pediu o indiciamento dele por incitação ao crime.
Além de Carlos Bolsonaro, a CPI também pediu que o MP-RJ dê prosseguimento às investigações contra o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB).
Os senadores Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente, e Humberto Costa (PT-PE), se reuniram com o procurador-geral de Justiça do Rio, Luciano Mattos.
O chefe do MP do Rio disse aos senadores que irá remeter as denúncias contidas no relatório da CPI para uma promotoria criminal, que dará sequência às investigações e decidirá se há elementos para denunciar Carlos Bolsonaro e Roberto Jefferson.
"Infelizmente ainda está solto", diz Aziz sobre Carlos
O senador Omar Aziz voltou a fazer pesadas críticas a Carlos Bolsonaro -com quem já trocou farpas públicas antes.
Segundo ele, Carlos é o principal responsável pela difusão de notícias falsas sobre a pandemia no país, incentivando o uso de medicamentos ineficazes como a hidroxicloroquina e atacando as vacinas.
"Estamos atrás de Justiça. O que o vereador Carlos Bolsonaro fez é crime", criticou Aziz. "Induzir as pessoas a tomarem remédio, ser o grande capitaneador do Gabinete do Ódio. Infelizmente um cidadão desses está solto ainda".
Aziz também criticou o MP do Rio por não tomar providências contra o vereador, que tem foro na Justiça do Rio.
"O MP já tinha que estar agindo há muito tempo", completou.
Depois do MP do Rio, os senadores seguiram para a Procuradoria da República no Rio de Janeiro, onde se reunirão com membros do MPF (Ministério Público Federal). No encontro, a pauta serão os indícios de corrupção nos hospitais federais do Rio.

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