Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Bolsonaro busca esvaziar raiz golpista do 7 de Setembro e foca em liberdades
Ameaça autoritária

Bolsonaro busca esvaziar raiz golpista do 7 de Setembro e foca em liberdades

Em entrevista a rádio, o presidente fez críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, defendeu voto impresso e afirmou que liberdade está ameaçada

Publicado em 30 de Agosto de 2021 às 15:51

Agência FolhaPress

Publicado em 

30 ago 2021 às 15:51
Presidente da República Jair Bolsonaro, durante encontro com Lideranças do Estado de Goiás
(Goiânia - GO, 28/08/2021) Palavras do Presidente da República Jair Bolsonaro.Foto: Alan Santos/PR Crédito: Alan Santos/PR
Em uma nova convocação para os atos bolsonaristas de 7 de Setembro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta segunda-feira (30) que as manifestações programadas para o feriado terão como pauta a "liberdade de expressão" e a defesa do voto impresso.
Durante entrevista a uma rádio de Goiás, o presidente fez ainda novas críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal). Barroso também preside o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
"Essa [manifestação] agora, a grande pauta vai ser a liberdade de expressão. Não pode uma pessoa do STF e uma do TSE se arvorarem agora como as donas do mundo e que tudo decidem no tocante a esse ponto, liberdade de expressão", disse Bolsonaro, durante a entrevista.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, as convocações bolsonaristas para os atos de 7 de Setembro substituíram palavras de ordem com mensagens anticonstitucionais e autoritárias por termos que dão um verniz democrático às manifestações, mobilizadas a partir da retórica golpista de Bolsonaro.
A mudança de tom na comparação com atos anteriores -alguns dos quais viraram alvos de investigações do STF e de outros órgãos- domina postagens em redes sociais e falas públicas de organizadores analisadas pela Folha, o que sugere uma ação coordenada.
Os protestos marcados para o Dia da Independência representam mais um passo na escalada da crise institucional alimentada por Bolsonaro e buscam dar uma demonstração de força do mandatário, em meio a sinais que apontam para o risco de tentativa de ruptura institucional.
Na entrevista desta segunda-feira, Bolsonaro fez ainda referência às prisões, por ordem do STF, do deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) e do presidente do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson.
"Não podemos admitir um deputado federal preso, não interessa o que ele falou, bem como jornalista preso e presidente de partido preso também. Não justifica isso daí", declarou Bolsonaro.
Em outro trecho, ele reforçou o chamamento para as manifestações ao dizer que a "nossa liberdade está sendo ameaçada novamente".
"Dia 7 [de setembro] é uma data marcante para todos nós. É a nossa independência que está completando 199 anos. Agora, a nossa liberdade está sendo ameaça novamente por parte de um ou dois aqui de Brasília. Nós não podemos nos submeter a um ou dois. Isso não é uma ditadura", disse.
As convocatórias para as manifestações de 7 de Setembro têm gerado apreensão entre críticos do presidente e governadores.
Ela ocorre em meio a uma crise entre o Planalto e o Judiciário, após reiterados ataques de Bolsonaro ao sistema eletrônico de votação e a disseminação de falsas teorias sobre fraudes em pleitos passados.
Além do mais, o presidente tem investido contra Barroso e a Moraes. Em resposta, o presidente do STF, Luiz Fux, cancelou uma reunião entre os chefes dos três Poderes.
O encontro estava sendo costurado para tentar reduzir a temperatura da crise, mas a avaliação é que ele não pode ocorrer enquanto não cessarem os ataques de Bolsonaro contra integrantes do tribunal.
Bolsonaro ainda não deu mostras de que pretende reduzir a ofensiva contra seus alvos no Supremo. Pelo contrário, ele chegou a apresentar no Senado um pedido de impeachment contra Moraes.
Os governadores, por sua vez, têm manifestado preocupação com a esperada participação nas manifestações de 7 de Setembro de membros das forças de segurança. O medo é que exista insubordinação nas PMs, onde há forte penetração do bolsonarismo.
Na entrevista nesta segunda, Bolsonaro afirmou ainda que a defesa do voto impresso deve estar na pauta dos atos do feriado da Independência.
"Muitos vão falar também do voto impresso, do voto auditável com a contagem pública. Estão pedindo muita coisa? Não estão pedindo nada além do normal, nada além daquilo que os próprios Poderes da República deveriam atender essas pessoas", disse.
A defesa do voto impresso por Bolsonaro esteve no centro da crise do presidente do Barroso e o TSE.
Ao atacar a urna eletrônica, ele propagou teorias sobre a suposta fragilidade do atual sistema de votação e disse que só perderá o pleito do ano que vem caso haja fraude.
Ele também chegou a colocar em dúvida a realização das eleições de 2022 caso não haja a adoção do voto impresso.
O teor golpista das falas de Bolsonaro geraram preocupação de um possível questionamento dos resultados eleitorais na disputa presidencial caso ele não consiga se reeleger.
Em 10 de agosto, a Câmara dos Deputados rejeitou uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do voto impresso. Apesar de derrota no Parlamento, o presidente não abandonou a bandeira.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Justiça
Júri decide que morte de bebê no ES com golpe de tesoura não foi intencional
Pescador de Conceição da Barra desaparece de barco em alto-mar
Nathan Saliba prestou homenagens ao meia Koné, que sofreu grave lesão na partida entre Canadá e Catar
Com dois a mais, Canadá goleia Catar e conquista primeira vitória em Copas

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados