Dizer que o agronegócio é o motor da economia brasileira não é exagero. Trata-se de um setor amplo, que reúne diferentes atividades econômicas de produção, processamento e comercialização de produtos agrícolas e pecuária, englobando agricultura, pecuária, indústrias de alimentos e insumos e serviços. Os números mostram sua força.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), o agronegócio foi responsável por 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 2025.
O PIB do setor alcançou R$ 3,2 trilhões, o que representou um aumento de 12,2% em relação ao ano anterior. Além disso, as exportações do segmento somaram US$ 169,2 bilhões, o que correspondeu a 48,5% de todas as exportações brasileiras no ano passado.
Não há dúvidas de que os expressivos números são resultados de uma intensa profissionalização e tecnologização. Empresários do setor estão buscando, cada vez mais, soluções para modernizar a produção, o processamento e a comercialização de seus itens, tais como investimentos em pesquisas científicas, aquisição de máquinas e implementação de dispositivos tecnológicos.
Essa evolução tecnológica do agronegócio brasileiro é comprovada pelo Índice Agrotech GS1 Brasil 2024/25, um levantamento conduzido pela Associação Brasileira de Automação – GS1 Brasil para mensurar a digitalização e automação no agronegócio nacional. Entre 2019 e 2024, o índice registrou um crescimento de 35%, indo de 0,17 para 0,23 em uma escala de 0 a 1.
A pesquisa também apontou os principais entraves para uma maior digitalização do também chamado agrobusiness. São eles: custo elevado de equipamentos, falta de conectividade em regiões rurais, escassez de mão de obra especializada e dificuldade de integração entre sistemas, máquinas e plataformas.
Getty Images
Além desses desafios, há também os problemas específicos enfrentados por cada produtor rural. O agronegócio abrange a produção de diferentes produtos, como leite, café, banana, abacaxi, soja e tantos outros alimentos.
Cada um desses itens necessita de máquinas com características únicas, mas que nem sempre são encontradas ou sequer existem. Muitas vezes, são necessárias adaptações. O produtor rural adquire um maquinário voltado para abacaxi e o adapta para utilizá-lo com a banana, por exemplo. Esse ajuste aumenta os custos e nem sempre cumpre o papel esperado.
A automação e a digitalização do agronegócio são fundamentais para que o setor se modernize continuamente e siga impulsionando a economia brasileira, mas é importante que essa tecnologia se torne mais acessível para um número cada vez maior de produtores rurais.