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Bruno Boechat

Artigo de Opinião

É engenheiro civil e diretor administrativo da Octo Empreendimentos
Bruno Boechat

Mercado imobiliário da Grande Vitória vive ciclo de expansão e mudança de perfil

A Serra, em particular, se beneficia do atual ciclo de desenvolvimento econômico do Estado
Bruno Boechat
É engenheiro civil e diretor administrativo da Octo Empreendimentos

Publicado em 24 de Maio de 2026 às 14:00

Publicado em 

24 mai 2026 às 14:00

O mercado imobiliário da Grande Vitória passa por um dos momentos mais aquecidos da última década, impulsionado pela combinação entre crescimento econômico do Espírito Santo, aumento da demanda qualificada, valorização urbana e forte expectativa de desenvolvimento regional. 


Dados recentes do Sinduscon-ES apontam que a região metropolitana deverá receber 6,6 mil novos imóveis neste ano, consolidando um novo ciclo de expansão do setor.


A maior parte dos lançamentos está concentrada nos segmentos médio e alto padrão, que representam cerca de 65% das novas unidades em construção. Essa tendência indica uma demanda cada vez mais associada à busca por qualidade de vida, localização estratégica, segurança e arquitetura exclusiva, com identidade própria.

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Os principais vetores de crescimento imobiliário atualmente estão em Vila Velha e Serra, que concentram a maior parte dos lançamentos previstos para o ano. Vila Velha lidera o ranking, com cerca de 2,5 mil novas unidades, seguida pela Serra, com aproximadamente 2,3 mil imóveis projetados.


A Serra, em particular, se beneficia do atual ciclo de desenvolvimento econômico do Estado, com o avanço de projetos estruturantes como o ParkLog ES, no município vizinho de Aracruz. O ParkLog, como se sabe, é um complexo logístico e industrial que reúne portos, ferrovias, rodovias, aeródromos e novos polos industriais, incluindo uma ZPE privada e a montadora GWM. Somente a montadora deverá gerar cerca de 10 mil empregos. Isso certamente vai gerar novas demandas no mercado em geral e no setor imobiliário, especialmente.


A Serra pode assumir um papel central nesse momento, como uma conexão entre a Grande Vitória e esse novo polo de desenvolvimento ancorado em Aracruz. Ela reúne características que poucas cidades de regiões metropolitanas brasileiras ainda possuem: disponibilidade para crescimento urbano, forte presença de comércio e serviços e integração com os principais corredores rodoviários do Estado. 

Rotatória do sistema viário Eldes Scherrer Souza, na Serra
Vista da cidade da Serra a partir da Rotatória do Ó, entre Laranjeiras e Civit Vitor Jubini

Isso faz com que a Serra tenha capacidade não apenas de absorver o crescimento populacional, mas também de atrair novos investimentos imobiliários, empresariais e comerciais.


Além disso, o novo perfil de desenvolvimento econômico do Estado deve ampliar a circulação de profissionais especializados, executivos, fornecedores e trabalhadores ligados às áreas de logística, indústria e comércio exterior. 


Parte significativa dessas pessoas poderá optar por morar na Serra, aproveitando a estrutura urbana já existente e a proximidade com os novos polos econômicos do litoral norte e também com Vitória.


O movimento tende a acelerar a valorização imobiliária da Serra, impulsionando novos empreendimentos residenciais e comerciais. Com isso, a cidade pode entrar em uma fase de amadurecimento urbano, com maior densidade econômica e fortalecimento da qualidade de vida.


O mercado imobiliário normalmente antecipa os grandes movimentos da economia. E os sinais observados hoje indicam que a Serra deve ser uma das principais protagonistas do novo ciclo de desenvolvimento do Estado.

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