Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Artigos
  • Calçadão, deque, ciclovia... como se mede o sucesso de uma obra nas cidades?
Henrique Casamata

Artigo de Opinião

É engenheiro
Henrique Casamata

Calçadão, deque, ciclovia... como se mede o sucesso de uma obra nas cidades?

Cada intervenção urbana altera dinâmicas sociais, valoriza áreas antes degradadas, amplia a circulação de pessoas e cria novas demandas por comércio, serviços e atividades econômicas
Henrique Casamata
É engenheiro

Publicado em 27 de Junho de 2026 às 10:00

Publicado em 

27 jun 2026 às 10:00
As recentes inaugurações de obras públicas no Espírito Santo reforçam uma reflexão importante: o verdadeiro legado de uma obra não está apenas no valor investido ou na grandiosidade da engenharia, mas na transformação que ela promove na vida das pessoas e nas oportunidades que surgem ao seu redor.

O calçadão, o píer e os deques construídos nas orlas de Cariacica e Vitória, a ciclovia da vida,  são exemplos de intervenções que reposicionam a relação da população com a Baía do Espírito Santo, aproximando a cidade do mar e criando novos espaços de convivência, lazer, turismo e desenvolvimento econômico.

O Parque Linear da Grande Cobilândia, em Vila Velha, representa bem esse conceito. Além dos importantes investimentos em macrodrenagem, fundamentais para minimizar os históricos impactos das enchentes na região, a obra entregou uma ampla área de lazer, convivência e esporte para a população. 
Nova orla de Cariacica Vitor Jubini
São milhares de metros quadrados revitalizados, valorizando os bairros do entorno e criando um ambiente favorável ao surgimento de pequenos negócios, comércio, alimentação, serviços e atividades ligadas ao lazer.

Entretanto, ainda existe uma lacuna importante entre a conclusão das obras e o aproveitamento pleno de seus benefícios econômicos e sociais. Muitas vezes, os diversos entes públicos atuam de forma isolada, sem a necessária integração entre planejamento urbano, desenvolvimento econômico, assistência social, qualificação profissional, turismo e empreendedorismo. 

Falta um diálogo estruturado capaz de identificar, antecipadamente, as oportunidades geradas pelas intervenções e transformá-las em programas concretos de emprego, renda e capacitação para a população local.

Além disso, é importante que as obras públicas sejam compreendidas como instrumentos de desenvolvimento territorial integrado. Cada intervenção urbana altera dinâmicas sociais, valoriza áreas antes degradadas, amplia a circulação de pessoas e cria novas demandas por comércio, serviços e atividades econômicas. 

Quando esses impactos são previamente mapeados e acompanhados por políticas públicas coordenadas, torna-se possível potencializar seus benefícios, estimular o empreendedorismo local e fortalecer a economia dos bairros beneficiados.


Veja Também 

Imagem de destaque

Obra do Contorno de São Domingos altera trânsito em Serra Sede

Projeto de abertura de terceira via para desafogar trânsito na Serra

Terceira Via: Serra desapropria área da ArcelorMittal para avançar com obra

Novo desvio altera acesso de Piúma à BR 101 a partir desta quarta-feira (17)

Obra altera acesso de Piúma à BR 101 a partir de quarta-feira (17)

Mais do que concreto, asfalto e equipamentos urbanos, a obra cria perspectivas. Porém, para que esse potencial se transforme em geração de renda e desenvolvimento social, é fundamental a atuação integrada do poder público, entidades de apoio e instituições de capacitação, preparando a população para aproveitar as oportunidades geradas pela transformação urbana.

Uma obra pública não termina na inauguração. É justamente a partir dela que começa sua etapa mais importante: a capacidade de gerar desenvolvimento humano, inclusão econômica e novas oportunidades para as famílias e comunidades beneficiadas. 

Quando planejamento, engenharia, empreendedorismo e políticas públicas caminham juntos, o resultado ultrapassa os limites físicos da obra e se traduz em qualidade de vida, prosperidade e desenvolvimento sustentável para toda a região.

Esse novo olhar sobre a infraestrutura pública exige que os investimentos sejam avaliados não apenas pela execução física ou pelo cumprimento dos cronogramas, mas também pela capacidade de promover transformações duradouras. 


O sucesso de uma obra deve ser medido pela melhoria das condições de vida da população, pelo fortalecimento da economia local e pela criação de oportunidades que permaneçam muito além do momento de sua inauguração.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados